sábado, 8 de agosto de 2009

PROPOSIÇÃO REFLEXIVA

"É preciso ser forte para lutar contra os opressores. Não temer a morte; eis o primeiro princípio. Todavia não se aprisionar às ameaças. Pois é na verdade que a mentira perece, e quando não, as pessoas lembraram-te - as tuas palavras, a tua vontade de superação e a tua glória. Não temer, mas antes façamo-nos temidos."




Gilbert Dillo

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pelo amigo Junior Duarte - Pequenos homens, Grandes Negócios


Enquanto se discute crise financeira em todo mundo, o prefeito da cidade de Manaíra – PB, Zé Simão (PP), ignora todos os indicativos financeiros que possam existir. O prefeito que é o terceiro homem público mais rico da PB (conforme matéria do Correio da Paraíba) foi visto pelas bandas do Ceará numa exposição de animais (Expocrato). Em tempo, o nobre prefeito estava muito bem acompanhado. Ivanildo, tesoureiro da referida prefeitura o acompanhava. Segundo a fonte, o prefeito estava na feira que é só pra quem é rico de verdade, como expositor, e não como simples visitante. Perguntar não ofende. De onde vem tanto dinheiro?

Exemplo de nossos Vizinhos - Famílias de Baixa Renda recebem Geladeira


A Secretaria de Ação Social de Santa Cruz da Baixa Verde, através da Assistência Social, selecionou esta semana cinquenta pessoas para serem beneficiadas com o PROGRAMA COMUNIDADES ESPECIAIS. O projeto criado pela CELPE objetiva distribuir geladeiras novas a pessoas de baixa renda e que estejam cadastradas nos programas beneficentes oferecidos pelo Governo Federal.

Os selecionados deverão entregar, em troca, seus refrigeradores antigos e morar numa residência monofásica, com consumo médio igual ou superior a 70 kWh/ mês.


E Manaíra, a nossa querida cidade, como anda no processo seletivo? Será que o povo está informado? Se não estiverem procurem O SECRETÁRIO DE AÇÃO SOCIAL, E O QUESTIONE, como se dará o processo de seleção em Manaíra. Isto é, caso este tal secretário exista.

Mulheres são presas com drogas, armas e munições no Sertão


Após uma operação no final da tarde de ontem (6) no bairro da Maternidade, na cidade de Patos, Sertão do Estado, policiais do Serviço de Inteligência do 3º Batalhão de Polícia Militar prenderam duas mulheres, apreenderam drogas, dinheiro, munições e uma arma de fogo.

Maria Girlene Medeiros dos Santos, 37 anos, e Maria Jaqueline da Silva, 20, foram flagradas com 60 pedras de crack prontas para a comercialização, R$ 650 em espécie, uma motocicleta modelo Honda Bross, cor vermelha e um prato que servia como base de apoio para a divisão do entorpecente.

Posteriormente, a guarnição policial obteve a informação de que numa casa pertencente a uma das acusadas havia outra quantidade de droga guardada em caixas de som. Após as buscas, a Polícia encontrou apenas um revólver Taurus calibre 38 com seis munições intactas.

As acusadas foram encaminhadas junto com o material apreendido para a Delegacia de Polícia da cidade, onde foram apresentadas à autoridade policial judiciária.

Contas de prefeituras serão bloqueadas


O presidente do TCE, conselheiro Nominando Diniz Filho, leu na sessão desta quinta-feira (06/08/09) a relação das doze prefeituras que não encaminharam o balancete mensal referente ao mês de junho. Como o prazo previsto já se encerrou, o TCE deve, amanhã (sexta-feira), determinar o bloqueio das contas dessas prefeituras, procedimento natural que vem sendo adotado quando há o atraso.



As prefeituras são as seguintes: Belém do Brejo do Cruz, Cacimba de Areia, Catingueira, Cruz do Espírito Santo, Dona Inês, Junco do Seridó, Mamanguape, Pilões, Santa Cecília, Santarém, Serra Grande e Sousa.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cícero: Enivaldo defende RC por interesses famííliares


Em café da manhã oferecido à imprensa na manhã desta quinta-feira (6), no Hotel Victory, em Tambaú, pelo transcurso do aniversário ocorrido nesta quarta-feira (5), o senador Cícero Lucena (PSDB) concedeu entrevista e colocou-se à disposição dos jornalistas para tratar dos assuntos da pauta política. Indagado sobre críticas recentes do ex-deputado Enivaldo Ribeiro, à sua pré-candidatura, Cícero minimizou as críticas e ironizou o efeito das declarações do presidente estadual do PP e ironizou:

- Encaro mais como uma questão de família do que como uma questão política - resumiu o senador e presidente estadual do PSDB, assegurando achar "natural" que Enivaldo Ribeiro assuma esse tipo de postura pois está apenas defendendo "interesses familiares".

A filha caçula do ex-deputado federal, Silvinha, está namorando no momento com o prefeito Ricardo Coutinho (PSB), de João Pessoa. Politicamente, o PP, presidido por Enivaldo, está alinhado ao projeto 2010 de Ricardo em relação ao Governo do Estado.

Entusiasmo

Cícero Lucena falou também sobre o entusiasmo pessoal pelo crescimento visível de seu nome junto à base política do ex-governador Cássio Cunha Lima, revelando estar satisfeito pela forma carinhosa com que tem sido recebido e colecionado manifestações de apoio diárias.

"Nós avançamos muito e acho que, o que estiver ainda faltando, quando Cássio retornar dos Estados Unidos, ele junta", avaliou o senador tucano.

PROPOSIÇÃO REFLEXIVA DA SEMANA

"A admiração começa quando a compreensão Termina"



Charles Baudelaire

Governo Banca Festa Privada de Maranhão III


Bufê de R$ 7 mil em festa junina privada na fazenda de Maranhão foi bancado por Casa Civil O empenho de nº 918, da Secretaria de Governo da Paraíba (antiga Casa Civil), traz uma informação que revela a origem dos recursos que bancaram uma festa particular, na fazenda do governador José Maranhão (PMDB), em Araruna, no período junino. Só com o bufê, foram pagos R$ 7 mil à empresa Dom Pastel Pastelaria e Doceria, de João Pessoa. As informações sobre o rega bofe junino particular de Maranhão em sua fazenda particular podem ser encontradas na ferramenta virtual Sagres, do Tribunal de Contas do Estado. O registro sobre a qualidade do bufê pago pelo dinheiro do contribuinte numa festa promovida para familiares e amigos do casal Maranhão foi feito na coluna de Abelardo Jurema, no dia 23 de junho último. O Sagres traz também informações sobre dezenas de secretários, diretores de estatais, assessores e equipes de apoio que se deslocaram para o município de Araruna, todos recebendo diárias completas, para participar do evento privado na fazenda de José Maranhão em Araruna.

PSDC acusa Nabor de ligação com tráfico de drogas e diz que esquema bancou eleição do PMDB em Patos


O diretório municipal do PSDC em Patos fez circular jornal acusando o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, de envolvimento no tráfico de drogas no Sertão, provocando polêmica na região. A denúncia se baseia em suposta investigação da Polícia Federal e aponta que o prefeito acoberta pessoas ligadas ao tráfico, facilitando a comercialização de drogas na região. O PSDC chegou a publicar cópia de supostos ofícios encaminhados pela Polícia Federal ao juiz Fernando Brasilino Leite, da Comarca de Santa Luzia, apontando envolvimento de Nabor. Segundo a denúncia, o dinheiro do tráfico financiou parte da campanha do prefeito à reeleição em 2008. Ele teria recebido R$ 100 mil no período da campanha. Em compensação, manteve o Tenente Olímpio, diretor do presídio de Patos, no cargo atendendo à solicitação dos traficantes. “O militar (Tenente Olímpio) foi indicado pela deputado Francisca Mota e apesar de inúmeras denúncias anônimas que o acusam de uma relação promíscua com criminosos detentos, permanece no cargo, a pedido do prefeito Nabor Wanderley, atendendo a imposição de LÒIA (suposto traficante), que provou aos seus comparsas sua força junto ao Chefe do Executivo Estadual”, diz o PSDC. O jornal circula há algumas semanas em Patos, provocando comentários da população. A denúncia traz ainda supostas degravações feitas pela Polícia Federal, resultado de escutas telefônicas. Em uma delas, dois traficantes reafirmam a participação de Nabor Wanderley como “padrinho” de pessoas ligadas ao tráfico. As investigações da Polícia Federal, segundo o PSDC, revelam como a droga chega a Patos e quais as pessoas responsáveis por sua distribuição. De acordo com a denúncia, treze pessoas estariam com pedido de prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal. Entre elas, Rildo de Araújo Tenório, Dorival Sebastião, José Oberom Laurentino de Sousa, Carloto Medeiros de Oliveria, Ariano Flávio Ancelom Militão, João Orimar Laurentino de Souza, Francisco Dantas de Souza, Kalimere Quadras de Melo, Maria da Conceição Viera , Miguel Alventino de Medeiros Neto, Silberto Pereira de Morais e Wesley Moreira de Morais. O PSDC promete novas informações sobre a suposta investigação da PF.

Importante - Instituto do Câncer


O Instituto do Câncer, como todos sabemos, é uma instituição seríssima.
Cabe a nós atender sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo (federal, estadual e/ou municipal) será seu fim!

Vamos salvar o site do câncer de mama? Não custa nada.
Digam a 10 amigas para dizerem a 10 amigas hoje! O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo,

ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.
Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade. PASSEM A 10 AMIGAS PARA PASSAREM A 10 AMIGAS:

www.cancerdemama.com.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ENTREVISTA DE CÁSSIO A RÁDIO NORDESTE SE REPERCUTE EM TODO ESTADO




Uma das poucas entrevistas concedidas pelo ex-governador Cássio Cunha LIma (PSDB), que ainda encontra-se nos Estados Unidos, as revelações feitas à Revista Nordeste em sua última edição continuam repercutindo no Estado.




Na entrevista, Cássio Cunha Lima reafirma sua disposição de continuar no PSDB, reforça a disposição de apoiar o nome do senador Cícero Lucena para o Govenro em 2010 e deixa clara sua disposição de continuar militando na vida pública.




Confira a entrevista, feita por Paulo Dantas.






Cássio Cunha Lima (PSDB) tem 46 anos. Começou na política pelas mãos do pai, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), que havia sido cassado durante a ditadura militar, mas retornou sagrando-se prefeito do segundo maior colégio eleitoral do estado: Campina Grande. Cássio herdou de Ronaldo, o dom para a oratória, a empatia com o público, e alguns pendores para dramas públicos. O paraibano se tornou o mais jovem deputado do Congresso, eleito para a Constituinte de 88. Cássio foi o mais jovem governador a assumir o comando do estado, na época com 38 anos, foi o primeiro a conseguir se reeleger, mas também foi o primeiro a ser cassado.






Na entrevista abaixo o paraibano conta onde acredita ter errado no processo que levou a sua cassação, fala do futuro da Paraíba, do seu adversário político que assumiu o governo do estado, José Maranhão, do convívio com Lula e de 2010.






Há possibilidade de uma mudança de partido?






Cássio Cunha Lima: Não cogito. Essa pergunta de mudança do PSDB me acompanha desde o dia que eu me filiei. Não tenho nenhuma intenção de deixar o PSDB.






O PSDB lhe foi correto e deu o amparo que o senhor esperava?






Cássio: Deu apoio completo, integral e pleno. Nessa questão do afastamento do governo a gente precisa colocar o pingo nos is. Se há uma responsabilidade pelo desrespeito que houve da vontade do eleitor paraibano, esse responsabilidade nasce no Congresso Nacional que produziu uma legislação que transfere para a Justiça Eleitoral a capacidade subjetiva de decidir eleições. Primeiro nós queremos uma legislação onde, se eventualmente qualquer mandatário for punido que o povo seja chamado para decidir e escolher novamente. É um atentado a democracia a minoria governar. O derrotado governar. Isso precisa ser corrigido.






O senhor acredita sinceramente que o Supremo Tribunal Federal tenha coragem de reverter um processo que já está consolidado com a posse do segundo? (O PSDB tem uma ação no STF pedindo que sejam realizadas eleições na Paraíba)






Cássio: Essa posição virá se não for hoje, virá amanhã. Ela pode não vir para retroagir, mas mais cedo ou mais tarde a democracia brasileira vai evoluir para proibir terminantemente que quem perdeu eleição venha a governar. Porque isso fere o princípio elementar da democracia que é o governo da maioria. Numa democracia verdadeira quem perde a eleição não pode governar. Qualquer que seja a razão do afastamento, novas eleições têm que ser convocadas. Não há mal nenhum em convocar novas eleições. Outra coisa que precisa ser reexaminada são dois aspectos no campo da justiça eleitoral. Primeiro: essa subjetividade, que foi transferida para os julgadores, onde, por exemplo, a Bolsa Família não dá potencialidade para interferir na eleição e um programa como o da FAC que durante o período eleitoral entregou 234 cheques se entende que dá potencialidade. Um segundo aspecto são as questões formais. A existência, ou a inexistência de uma lei específica. Na verdade a minha cassação não foi por improbidade, abuso de poder econômica ou compra de votos, a acusação foi uso promocional de um programa de governo que não tinha uma lei específica com a entrega de 234 cheques. Não 30 mil foi durante dois anos, completamente fora do processo eleitoral. Em relação a isso, o próprio ministro (Arnaldo) Versiani que diz que essa é uma questão subjetiva. Sobre a lei específica. Lei tem, tanto é que os programas sempre foram julgados pelo Tribunal de Contas do Estado e aprovados. Se a lei não é com detalhamento e especificidade que a Justiça Eleitoral deseja, jamais poderia ser razão para anular o voto do eleitor. Então faltou uma lei específica, aplica-se multa, encontre-se outra forma de punição, mas jamais cassar ou anular o voto do eleitor. Terceiro: precisamos ter uma justiça que julgue todos. A pior justiça é aquele que julga uns e não julga outros. O meu processo foi julgado em dois anos e eu fui afastado do cargo. Quem assume o governo é alguém que responde a processos há seis anos na justiça e nunca teve seus processos julgados. (José) Maranhão tem processo ainda do seu mandato de senador da eleição de 2002, que sequer foram julgados, ou seja ele terminou o mandato dele de senador. Assumiu o governo sem que seus processos tenham sequer sido julgados. No meu caso, o parecer do ministério público de Brasília sobre o processo foi dado em 17 minutos, está lá na movimentação do processo. Nós já estamos há praticamente dois meses que uma mesma ação do atual governador tramitando em Brasília e o Ministério Público até aqui sequer se manifestou. Eu não queria 17 minutos. Que fossem 17 dias.




O senhor acredita que houve pressão partidária para que seu processo fosse julgado no TSE?






Cássio: A pressão partidária existe e é legítima. O que precisamos corrigir é esta subjetividade. Eu não atribuo a responsabilidade da minha cassação à Justiça Eleitoral. Num tribunal você tem espaço, reconhecido por todos, de pressão política, você traz uma ameaça maior para o eleitor. No caso da Paraíba a situação é mais grave, porque é do conhecimento de todos que a esposa do meu adversário é desembargadora, e isso é algo que precisamos ficar muito atentos. Porque é você competir com alguém que tem como sua própria esposa um membro da justiça estadual, que tem, obvio, capacidade de pressão junto às cortes eleitorais. É obvio que tem. Eu acredito que sou alvo de um momento da democracia brasileira que vai ser aprimorada. Mais cedo ou mais tarde, mais dia ou menos dia haverá uma manifestação da justiça ou do próprio Congresso Nacional dizendo: não! Cassou, tem que chamar novas eleições. É uma questão de tempo, é insustentável o que estão fazendo no Brasil. Porque fere de morte o princípio da soberania popular.






Eu queria que o senhor falasse como essa decisão mexeu com o homem Cássio Cunha Lima, o que mudou?






Cássio: Passei quase três meses em silêncio. Eu fui muito pressionado para falar. Muitos amigos e assessores achavam que eu não poderia ficar calado. Eu optei pelo silêncio primeiro para ter um tempo de recolhimento. Eu sou um ser humano obviamente. Sofro bastante com tudo isso, me dói, obviamente, mas nada que possa tirar a minha concepção do que é fazer política. Eu optei pelo silêncio até para que a minha palavra de justa indignação não pudesse ser usada como argumento para atrapalhar o caminhar da Paraíba. E esse caminhar é superior a qualquer mandato e mandatário. A Paraíba, nos últimos anos, tem sido marcada por um confronto fratricida, autofágico. É algo que não contribui para o estado. Quando nós estávamos na oposição, nós tivemos uma postura mais responsável. Eu fui governador durante seis anos e não tive um dia de sossego, seja por enfretamentos de sistemas de comunicação poderosos do estado, seja por ausência de trégua. Estendi minhas mãos várias vezes, a mão ficou estendida sem ter resposta. Com a cassação eu quis fazer um procedimento ao contrário. Eu teria discurso, argumento, teria mobilização popular. Eu teria uma série de alternativas de fazer um embate diferente. E optei por essa nova postura para tentar dar um exemplo de diferença nessa relação política do estado. Eu já estou há três meses em silêncio e é a primeira vez que falo. Viajo agora (para EUA) e passo mais três meses fora. Serão seis meses sem que haja qualquer tipo de confronto meu com o governador para que ele possa trabalhar. Temos uma série de projetos e iniciativas que foram iniciadas por mim que eu gostaria de vê-las concluídas pelo bem da Paraíba. Para não ficar nesse remi remi, nessa coisa atrasada. Então, esse silêncio tem uma razão muito refletida sobre o aspecto político. E no campo pessoal... a vida é muito curta para você fazer uma coisa só. Eu vou fazer uma nova experiência, vou estudar. Eu não sou papel não, mas vou ser reciclado (risos). Fazer um processo de qualificação e nesse instante vêm leituras, encontros com textos que me sensibilizam, como Cecília Meireles e Fernando Sabino. Há 19 anos que eu não tinha férias de verdade, livres de problemas, de telefone.




Em compensação, quando o senhor voltar, tem um cenário complicado para costurar no estado: a união dessas oposições para 2010. Alguns integrantes não se bicam de jeito nenhum.








Cássio: O que talvez você esteja imaginando, e que é um cenário absolutamente real, são as dificuldades de convivência no aspecto de bases municipais. Em toda eleição estadual isso ocorre. É claro que quando essas divergências por um acaso ocorrem na capital elas ganham cores mais fortes. Ganham uma dimensão maior, por ser a capital. Mas não é diferente do que aconteceu em outras cidades quando em um dado momento em torno de um projeto maior, diferenças do passado, divergências do presente, foram deixadas de lado em torno de um objetivo comum e é o que vai acontecer. Isso é da natureza da política, não apenas aqui, mas no mundo inteiro.






Quando vamos ter a capacidade de estar diante de um processo, que dizer haja um pacto, onde esses projetos estruturantes não sejam boicotados?








Cássio: Eu acredito que esse momento chegará no instante em que a Paraíba deixar de ter projetos de governo e passar a ter bandeiras de estado. Suape era uma bandeira do estado de Pernambuco, não importa quem fosse o governador ele tinha obrigação moral de defender sem querer ser o pai da criança. Sem querer ser o dono da obra, uma obra que levou 30, 40 anos para sair do lugar. No momento em que a Paraíba se converter, e precisa se afastar de políticas de governo que são temporários, e abraçar projetos de estado a Paraíba vai melhorar. Para que isso aconteça é preciso uma renovação da prática política. Daí porque meu silêncio. Eu critiquei muito essa postura fratricida, muitas vezes rancorosa e raivosa dos meus adversários e não queria cometer o mesmo erro que eles cometeram de tentar criar obstáculos para a Paraíba. Então, daí porque o tempo natural de trégua e para que as coisas possam se ajustar e depois fazer as cobranças e exigências.




É possível que num futuro o senhor e o governador José Maranhão possam estar num mesmo palanque?




Cássio: Eu não tenho nenhum tipo de diferença pessoal com o governador José Maranhão, nenhuma. Já militamos inclusive no mesmo partido. Tenho com ele divergências políticas profundas, em relação aos métodos, posturas, a visão de governo e a visão de estado e isso pode ser fator de uma separação permanente. Particularmente, acho que a contribuição que Maranhão poderia dar a Paraíba já foi dada. A democracia exige entre outros princípios a alternância de poder. Não é por outra razão que sabiamente, uma das mais maduras, senão a mais madura democracia mundial, que é a norte-americana só permite que o presidente possa ser candidato uma vez e depois reeleito. E se reeleito nunca mais poderá voltar ao poder. Bill Clinton nunca mais poderá ser candidato a presidente da república por maior presidente que tenha sido. Barak Obama eleito a primeira vez e reeleito para o segundo mandato também não poderá voltar. Por esse princípio fundamental da alternância de poder. O que quer alguém que já foi governador pela terceira vez e se prenuncia como candidato pela quarta? E cuja agenda é pautada basicamente por ações políticas, partidárias eleitorais... Basta analisar a agenda do governador que assume o governo com uma série de projetos em andamento, uma série de dificuldades, com uma crise, mas se formos olhar para a agenda dele 80%, 90% é preenchida com política partidária. O que a Paraíba ganha com isso. Absolutamente nada. Então eu defendo a alternância de poder. Acho que a minha contribuição foi dada. Infelizmente eu não pude concluir o meu trabalho, mas seguramente Maranhão já deu o que tinha que dar.






Qual é o próximo nome para o governo da Paraíba?






Cássio: Aí o povo da Paraíba é quem vai dizer. Não sou eu. Isso não é uma nomeação, é uma eleição. Mas o PSDB tem um candidato que é Cícero Lucena. É o candidato que tem o meu apoio, com a alternativa de Efraim Morais (DEM). Poderemos ter um cenário que num segundo turno eventualmente traga transformações em relação a essa minha previsão. Também vamos buscar a unidade das oposições em torno daquele que estiver congregando as forças para que possamos trazer um projeto novo para a Paraíba.






O discurso da União das oposições passa também pela agregação do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB)?






Cássio: O PSDB e o Democratas, ao lado de várias outras forças, têm conseguido resultado eleitoral vitorioso na Paraíba. O que eu tenho defendido num primeiro lugar é a unidade das oposições. Naturalmente, com a evolução do quadro político poderemos ter a necessidade de ampliar essas forças, já que houve uma mudança de cenário. Há três meses eu era governo e hoje sou oposição e acredito que temos a responsabilidade com a Paraíba de buscar construir um projeto alternativo, um projeto novo e que represente um avanço para o estado. Não ficar marcando passo em relação a um governo que já deu o que tinha que dar. A contribuição que Maranhão poderia dar a Paraíba já foi dada e a política é um instrumento de avanço permanente, nunca de retrocesso ou de marcar passo, então vou defender no meu partido que possamos manter a unidade dessa base aliada e, quando for o tempo, e se necessário de acordo com as circunstâncias, ampliar esse elenco das forças de oposição.






Conviver com Ricardo no futuro é uma hipótese descartada ou é uma opção?






Cássio: Eu já convivo com Ricardo no presente e a minha relação com Ricardo na Prefeitura, enquanto eu estava no governo sempre foi aberta, desobstruída.






Vocês tiveram um pacto de não agressão...






Cássio: Tivemos um pacto de boa convivência. Foi correto, foi o melhor para João Pessoa. Tenho certeza que João Pessoa saiu ganhando com isso. E nós não podemos, de forma nenhuma, confundir as divergências que existem no âmbito municipal. João Pessoa é a capital do estado, indiscutivelmente é a cidade mais importante da Paraíba. Mas não podemos estadualizar as diferenças que eventualmente existam na capital. Até porque a eleição é estadual. Ricardo, inegavelmente, a não ser que você deixe de ter uma visão do processo político, será um ator em 2010. Como Cícero será um ator importante, como Efraim também será. Portanto, nós temos um cenário que está ainda absolutamente indefinido, já que PSDB tem uma candidatura e os Democratas também. Precisamos primeiro unificar essa candidatura internamente. Quer dizer, ganhar coesão e unidade interna e depois buscar essa unidade externa. Ela é fundamental para que se tenha um bom resultado eleitoral. O que eu quero dizer é o seguinte: nós teremos um projeto não apenas para disputar as eleições de 2010, mas para vencer as eleições de 2010. Uma coisa é você disputar as eleições, outra coisa é vencer as eleições. E para vencer a eleição a aritmética é soma, é agregação, coalizão, como se fez em toda a parte do mundo. Não é novidade e nem estou inventando a roda. Não estou fazendo nada além do que a lógica e o próprio bom senso recomenda. E como cidadão tem muito bom senso e lógica e percebe que houve uma mudança no cenário a partir do meu afastamento do governo, criou-se uma alternativa que não estava posta e as pessoas fazem naturalmente essa leitura e aí não adianta tapar o sol com a peneira. Se Ricardo marcar uma posição de oposição ao atual governo, em dado momento ele vai ser ter que ser chamado a conversar.






Por mais conflitos que se tenha aqui na base de João Pessoa.Mas é uma posição que ele ainda não assumiu de forma clara.




Cássio: Isso. Agora vamos ter que esperar o comportamento dele. A defesa que eu faço é que quem estiver de forma franca e aberta disposto a fazer oposição deve estar na mesma mesa, se vamos nos entender ou não, são outros quinhentos. Isso manda a regra da política e convivência. O que está posto é a necessidade de modernizar as práticas políticas e as relações e o fato de que Maranhão é um político ultrapassado, já deu sua contribuição. Ele lula, luta, luta para chegar a um governo para fazer o quê? Muito melhor para a Paraíba teria sido eu continuar no governo para dar seqüência e continuar o trabalho.






Na sua avaliação qual o seu maior erro?






Cássio: O grande equivoco foi ter confiado que eu não fiz nenhum crime eleitoral que pudesse justificar a cassação do meu mandato. Eu sempre achei a cassação algo tão absurdo! Porque ninguém mais do que eu sabe como vencer a eleição: na luta, trabalhando, conquistando voto a voto, rodando esse estado inteiro, num embate duro e difícil. Tenho a certeza que sou a expressão da vontade livre e soberana da Paraíba e isso para mim bastava. E aí cometi um erro grave de achar que não era possível cassar um mandato conquistado legitimamente, principalmente pelo tipo de acusação que eu recebia. Era uso promocional e foi mudando. Quando você pega da primeira decisão à decisão final, você vê que as decisões foram mudando. Aqui na Paraíba diz que o governador foi cassado porque entregava cheques na Ciranda de Serviço e pedia voto. Aí eu consegui mudar isso porque nunca entreguei cheque nem pedi voto. Aí mudou. Para faltou uma lei específica que regulamentasse o programa e 234 cheques foram entregues no processo eleitoral. Então, daqueles 30 mil cheques que me acusavam inicialmente eles reduziram para 234, porque a Justiça só podia olha para o que estava no período eleitoral. O que foi feito antes não diz respeito a Justiça Eleitoral e se julgou que 234 cheques foram responsáveis pela decisão do povo da Paraíba. Eu não podia acreditar que isso poderia acontecer, mas aí tem uma série de injunções, circunstâncias. Eu acho que a legislação é muito frágil nesse aspecto. Tem um jogo de poder muito forte por trás disso.






O senhor não está poupando os ministros que de alguma forma admitiram interferência direta de agentes políticos?






Cássio: Não, porque os ministros, dentro do entendimento deles, eu tenho certeza que eles julgaram o que a lei permite. Você precisa é corrigir essa lei. A lei é que está errada. A lei é que transfere para o juiz a capacidade de subjetiva de dizer: essa eleição foi limpa e aquela não, e isso é um risco para a democracia. Porque eu vou pensar o quê? Bolsa Família pode atender 11 milhões de pessoas porque não tem potencialidade eleitoral, agora o cheque da FAC não pode porque tem potencialidade eleitoral. Isso vai para a cabeça do juiz e é o convencimento dele. Não sou eu que vou reparar o convencimento que está na cabeça dele. A lei eleitoral exige, fala nessa expressão ‘Lei Específica’, só que não diz o que é Lei Específica. Quando eu fiz o meu curso de direito eu conheci três tipos de leis. Na verdade são dois tipos de lei, além da Constituição que é a Lei Maior. A Lei Complementar e a Lei Ordinária. Eu nunca vi falar nos livros de doutrina em lei específica. A lei ou é complementar ou é ordinária. E nós tínhamos para o programa do governo uma Lei Complementar e uma outra Lei Ordinária, mas que não era tão específica como era o desejo da Justiça Eleitoral, e essa especificidade é larga, se o sujeito quisesse ter entendido: essa lei aqui tudo bem tem falha, tem problema, tem que ser aprimorada, mas tem a lei que permite o programa. Estava resolvido o problema. Mas só que como se transferiu um poder subjetivo aí fica na subjetividade de cada um dizer o que é lei específica. Eu como governador achava que aquilo era uma lei específica e que me autorizava fazer o que fiz. Tanto é que o TCE nunca rejeitou minhas contas, por ilegalidade, porque tinha lei. A Justiça Eleitoral já entendeu que não. O que danado é lei específica?! De onde vem essa expressão? Da legislação eleitoral criada pelos legisladores que abriu a margem para esse tipo de interpretação. Aí eu vou admitir, forçando o argumento. Tudo bem, não tem Lei Específica. Aí você passa a ter um erro formal, e um erro formal jamais pode ser motivo de anulação de 1 milhão de votos. O que a população da Paraíba tem a ver com um erro formal que tenha acontecido no meu governo? Porque o meu voto é anulado por conta disso? E quem vai defender o meu voto? Onde está o Ministério Público? Defendendo a assunção do segundo colocado. Está faltando ator nesse processo. Tem advogado defendendo Cássio, tem advogado defendendo Maranhão, tem o MP defendendo a chegada do segundo colocado. Está faltando uma peça para defender o eleitor que teve o seu voto anulado. Tem alguma coisa errada nessa democracia. Que vai ter que ser aprimorada mais cedo ou mais tarde.






Como vai ficar a sua relação com Lula? Em algum momento o senhor achou que ele também participou desse processo?






Cássio: Não. Nunca vi nenhuma participação do presidente. Tenho por ele o maior respeito e carinho. Inclusive ele teve a gentileza de me ligar, através do Ministro José Múcio, decorrido aí uma semana ou dez dias da minha cassação. Eu tive a oportunidade de agradecer as atenções que ele dispensou à Paraíba. As atenções que ele dispensou ao meu governo, a relação sempre respeitosa e fraterna que tivemos. Lula não fez pela Paraíba tudo àquilo que nós desejávamos, mas trouxe obras importantes. Programas em parceria. Nnunca senti qualquer gesto da parte dele de discriminação ou retaliação por eu ser do PSDB. Então, guardo do presidente Lula uma relação muito respeitosa e fraterna e acredito que ele tem dado uma contribuição muito importante ao Brasil. Só que nós precisamos dar um passo a frente também.






No pós Lula o que vamos fazer? O que o senhor aponta como alternativas para que Aécio e Serra entrem na disputa para valer no nordeste como candidatos à presidência?






Cássio: Eu acho que há um desafio sim do PSDB de garantir um alcance eleitoral maior aqui no nordeste. Até porque é o que falta para consolidar a vitória do PSDB, se o partido consolida um espaço mais amplo no nordeste, com a inserção que o partido tem no sul, sudeste e centro-oeste, as eleições começam a ficar com um desenho muito claro em torno de uma alternância de poder.






O nordeste será decisivo nesse processo?








Cássio: Acho que o norte-nordeste mais uma vez será o fiel da balança. É fundamental que o partido tenha essa consciência. E aí haverá, claro, uma agenda num momento próprio. Apesar de ter uma disputa de uma candidatura de um cargo importantíssimo como é a presidência da república, acredito que tanto o governador Aécio Neves, quanto o governador José Serra, agem de forma correta ao não se afastar da agenda administrativa para precipitar a agenda política. Cada coisa no seu tempo. Não tem lógica para quem governa os estados grandes como São Paulo e Minas deixar de cuidar do dia a dia do governo para fazer campanha. A campanha deve ser feita no momento da campanha sob pena de trazer prejuízos permanentes para a população.Entre Serra e Aécio, o senhor já se posicionou.








Para onde vai o PSDB?






Cássio: O PSDB vai para o caminho da unidade, com certeza. E aí poderemos ter um espaço que não vai ser preciso uma posição, porque Serra e Aécio poderão construir um consenso entre eles ouvindo o partido. O PSDB caminha em duas direções, fazendo o caminho da unidade e o caminho de uma decisão democrática que pode ser consensual. A prévia pode ser apenas a homologação e referendo dessa decisão.No seu retorno dos EUA, o senhor irá assumir sua condição primeira de advogado, pré-candidato ao senado.






Há possibilidade de ser convocado para alguma ação do PSDB, o que vai vir depois de agosto?






Cássio: Eu estarei trabalho no meu escritório. A minha atividade desses anos todos sempre foi a política e agora estou com atividade de caráter privado, ao lado de Luciano (Pires) Harrison (Targino) e Jovino (Pires). Estamos atuando na área de consultoria legislativa, porque modesta parte, tanto eu quanto os meus sócios temos muita experiência na parte legislativa. Por força dos cargos que exercemos. Luciano e Harrison foram procuradores do estado, Luciano também foi procurador da prefeitura de João Pessoa e Jovino foi responsável por todas as matérias que, durante o meu governo, mandamos para Assembléia Legislativa (AL). Então, há um trabalho de assessoramento na parte legislativa e também um acompanhamento de ações no campo trabalhista, no campo do direito civil e tributário, junto aos tribunais superiores e os locais. O escritório começa agora e já tem alguns bons resultados. Ao mesmo tempo vou cuidar da parte política voltando a visitar o interior do estado e fazendo contatos com os eleitores, as bases e lideranças para que possamos trabalhar a construção do projeto de 2010.






Fonte. Rádio Nordeste

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Algumas Curiosidades sobre o Mês de Agosto

Agosto, do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Este não queria ficar atrás de Júlio César, em honra de quem foi baptizado o mês de julho, e, portanto, quis que o "seu" mês também tivesse 31 dias. Antes dessa mudança, agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo (calendário romano).
OS SANTOS PARA CADA DIA DOS MES
22. Nossa Senhora Rainha
Neste dia se celebra a Festa de Nossa Senhora enquanto Rainha do Céu e da Terra. Antigamente, era a 31 de maio que se celebrava a Realeza de Maria, mas a última reforma do Calendário litúrgico transferiu essa celebração para a oitava da Assunção, no mesmo dia anteriormente consagrado ao Imaculado Coração de Maria.
23. Santa Rosa de Lima, Virgem (+ Lima, 1617)
O Peru constituiu, no século XVII, um verdadeiro viveiro de santos. Santa Rosa de Lima, Padroeira oficial da América Latina e das Filipinas, embora sem ingressar num convento, viveu de acordo com a mais estrita perfeição religiosa, em oração e em penitências contínuas.
24. São Bartolomeu Apóstolo, Mártir (+ séc. I)
Também chamado Natanael, recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo um elogio magnífico: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fraude" (São João, 1,47). Já na ocasião em que o Apóstolo São Filipe o apresentava ao Mestre, São Bartolomeu reconheceu a realeza e a divindade de Jesus Cristo: "Mestre, tu és o Filho de Deus, és o Rei de Israel" (id., 1,49). Segundo a Tradição, São Bartolomeu foi martirizado no Oriente, para onde levou o Evangelho.
25. São Luís IX, Rei da França (+ Tunísia, 1270)
Embora o calendário litúrgico registre considerável número de monarcas santos, talvez nenhum deles tenha realizado de modo tão completo a imagem ideal de Rei cristão quanto São Luís IX. Herdou a coroa com 12 anos, assumindo a regência sua mãe D. Branca de Castela, dama de excepcionais virtudes. Dizia ela ao filho que preferia mil vezes vê-lo morto a vê-lo manchado por um pecado mortal.
26. S. Micaela do Santíssimo Sacramento (+ Valência, Espanha, 1865)
Nascida em Madri, possuía o título de Viscondessa de Jorbalán e empregou toda a sua fortuna em obras de misericórdia. Fundou a Congregação das Senhoras Adoradoras e Escravas do Santíssimo Sacramento, destinada a acolher pecadoras públicas arrependidas.
27. Santa Mônica, Viúva (+ Óstia, Itália, 387)
Foi modelo de esposa e de mãe. Conseguiu, com suas orações e seu bom exemplo, converter o marido pagão, que lhe era infiel e tinha gênio muito difícil.
28. Santo Agostinho, Bispo e Confessor (+ Hipona, 430)
Nascido na cidade africana de Tagaste, depois de uma juventude viciosa e cheia de desvios doutrinários, converteu-se por influência de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e sobretudo graças às orações e lágrimas de sua mãe Santa Mônica. Ordenado sacerdote, foi durante 34 anos bispo de Hipona, no norte da África.
29. Martírio de São João Batista (séc. I)
Neste dia a Igreja celebra a morte santa de São João Batista, o Precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que fora santificado ainda no seio materno por ocasião da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. 30. São Félix e Santo Adauto, Mártires (+ início séc. IV)
Segundo uma antiga narrativa, durante o reinado de Diocleciano São Félix era sacerdote e foi condenado à morte por ser cristão.
31. São Raimundo Nonato, Confessor (+ Cardona, 1240)
Ingressou, com 24 anos, na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos. Ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé.

Um OLhar sobre às nossas Fronteiras - Santa Cruz da Baixa Verde


Historiadores mencionam que o Padre Ibiapina, em suas andanças pelo interior do Nordeste, estivera na localidade no final do século XIX, onde pregou missões na antiga “Fazenda Brocotó”, e lá ergueu um cruzeiro o qual tem origem o seu primeiro nome: Santa Cruz.Com o passar do tempo, por estar situada entre serras, em uma planície "baixa e verde", localizada em cima da “Serra da Baixa Verde”, o lugar passou a denominar-se de “SANTA CRUZ DA BAIXA VERDE.
Segundo registros do IBGE, a cidade passou por diversas denominações. Relacionaremos aqui, as alterações que a “Capital da Rapadura” sofreu em seu nome até ser legalmente reconhecida como “Santa Cruz da Baixa Verde”.


1º DENOMINAÇÃO - Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Triunfo o distrito de “SANTA CRUZ”.


2º DENOMINAÇÃO - No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Santa Cruz permanece em Triunfo, com a denominação de “BAIXA VERDE”.


3º DENOMINAÇÃO - Pelo Decreto-lei Estadual n° 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Baixa Verde passou a denominar-se “BROCOTÓ”, 2° distrito e sede de vila do município de Triunfo.


4º DENOMINAÇÃO - A Lei Estadual n° 1.795, de 17 de dezembro de 1953, mudou a denominação de Brocotó para “SANTA CRUZ DA BAIXA VERDE”.
Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual n° 4.973 elevou o distrito à categoria de município e sua sede à de cidade.


Pelo acórdão do Tribunal de Justiça, mandado de segurança n° 56.949, de 31 de julho de 1964, o município de Santa Cruz da Baixa Verde foi extinto, sendo seu território reanexado ao município de Triunfo.


A Lei Estadual n° 10.620, de 1° de outubro de 1991, criou novamente o município, com a mesma denominação, desmembrado de Triunfo. Foi instalado em 1° de janeiro de 1993.

domingo, 2 de agosto de 2009

A triste história do retirante "MANAIRENSE"


A mal formação que o estado propiciona a seus súditos (subordinados), o caráter medíocre e impertinente dos administradores, a dissimulação, a falta de honestidade com o povo, o medo de enfrentá-lo cara a cara nas displinas da vida acarreta na perda de nossos irmãos pelo mundo a fora, pois esses vão em busca de melhores condiçõe de vida (alguns com sonhos concretos: comprar uma casa, uma morte ou até casar), outros por lá mesmo ficam e acreditam que voltar para a sua terra natal o fará um ser inferior e sem grandes perspectivas por causa da frustação do passado e do medo da volta. Adiante a vergonha de tê fracassado aos olhos dos amigos, porquanto o que era sabido no seu passado era prosperar e demonstrar-se um ser que buscou a auto-superação, em um mundo que só quem vive a dura realidade saberá expressá-la. Por isso fico aquém de querer descrever esses guerreiros, e muito menos indeterminado em saber o quanto eles lutam, enegrecem, choram por saber que a vida está diante de seus olhos; mas tão distante de seu mundo. Poderíamos colocar uma série de causas, de circunstâncias que corroboram para justificam a migração dessas pessoas. Contudo que essas pessoas sejam o maior orgulho de nossa cidade também, digo assim também quanto ao agricultor, ao homem de nossa terra, ao estudante, e não só aos que migram para outro estado, notadamente para estados do SUDESTE (SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO, MINHAS GERAIS). Portanto, querer descrevê-los só vivendo a dura realidade que é pegar em um facão, sair às 4 da madrugada, enfrentar o frio e além disso viver a servidão do patrão. Dói saber que por desperdício do recurso público e por uma política do uso e do mal-trato, só criamos em nossa sociedade pessoas que depois arcam com tudo isso; seja sofrendo, seja na morte. E nós seres humanos, continuamos cada vez mais desumanos. Basta olhar a nosso lado, e estes são fáceis de se observar. Veja a nossa educação! As pessoas que nos representam! Os nossos educadores! A nossa igreja! Onde não se encontra o nosso pior inimigo? - Onde não há seres humanos; ou seja, onde não há vida.




Foi isso que acontecera na semana passada, desculpe o atraso da postagem, com um de nossos filhos da terra; o jovem Elton, de dezoito anos. Era este do sítio olho d`àgua, próximo do pelo sinal.



Quantos ainda vão ficar na beira da morte?


Estudantes Fazem Recital de poesia - E TOME POESIA


"Um dia para plantar poesia. É assim que os alunos da escola municipal Arnaldo de Barros Moreira irão passar o domingo. Trata-se do projeto "Palavra Plantada". As crianças e adolescentes farão recitais de poesia, exposições, danças, produções de artes plásticas, entre outras manifestações artísticas, tendo como tema o "Ano Cultural Sérgio de Castro Pinto", promovido pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) em toda rede municipal de ensino.Os alunos da escola Arnaldo de Barros já estão colhendo os frutos da poesia plantada. Desde o início do ano, quando foi lançado o Ano Cultural, os estudantes do Ensino Fundamental I, II e EJA (Educação de Jovens e Adultos) vêm realizando uma série de atividades inspirados no livro "Zôo Imaginário", do poeta paraibano Sérgio de Castro Pinto. Além de estudarem os poemas, suas rimas e métricas, a poesia que fala de animais foi inspiradora para a produção de poemas destes novos autores. O universo poético de Castro Pinto também gerou uma série de ilustrações, desenhos e pinturas sobre o imaginário dos bichos. Os alunos foram mais além. Produziram máscaras com imagens de animais, encenações de teatro, emboladas de cordel e dança. Tudo isso pode ser conferido na apresentação que acontecerá neste domingo."


Este é um exemplo de uma comunidade carente da capital que pode ser tomado como parâmetro para o Munícipio de Manaíra. Nesse caso, traria mais arte para os pequenos, ascendendo a outros públicos de maioridade. Assim talvez, em vez de falta de cultura e desgaste intectual os jovens de nossa cidade pudesse não mais ocultar o interesse pelas artes, como também desfrutar do grandioso universo da poesia, da pintura etc.