Quando o blog noticiou que a posse de Nadja Palitot (PSB) na Assembleia Legislativa selava o rompimento político entre o governador José Maranhão (PMDB) e o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PB), muita gente torceu o nariz. Pois bem. A guerra foi mesmo declarada, depois que Ricardo negou-se a retirar sua candidatura a governador e aceitar uma vaga na disputa pelo Senado em 2010.
Um deputado serviu de emissário para o governador, que se encontrou com Ricardo e fez a proposta. O empresário Roberto Cavalcanti, dono do Sistema Correio de Comunicação, seria o suplente de Ricardo e não disputaria a reeleição. Ricardo mandou avisar a Maranhão que sua candidatura é irreversível.
Maranhão se irritou e deflagrou o processo de nomeação do Deputado Estadual Leonardo Gadelha (PSB) como secretário de Infraestrutrura.
Com essa estratégia e essa tentativa frustada de acordo revelou-se também a preocupação do atual esquema governista com a ascensão da pré-candidatura de Ricardo Coutinho ao Governo do Estado. Por outro lado, evidenciou a estratégia de escalar Nadja Palitot para bater, da tribuna da Assembleia, em Ricardo e em Cássio, apesar dela negar peremptoriamente.
De quebra, Maranhão fritava, se Ricardo aceitasse, as pretensões do deputado federal Luiz Couto (PT) em disputar o Senado e as do ex-governador Cássio Cunha Lima, em fechar a composição com Ricardo.
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